quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Noivos Acorrentados X Um Casamento Livre e Feliz






Conhecer cidades também significa encontrar lugares estranhos, insólitos e bizarros. Catacumbas em Paris, múmias em Palermo, Mercado de Amuletos em Bangkok.

Em São Paulo, um passeio divertido é conhecer a Rua das Noivas ( rua São Caetano ).





Numa espécie de museu de horrores do casamento, vitrines mega kitsch com mini vestidos roxos e magenta para madrinhas anãs, rendas e tules em exagero, casacas e fraques brilhantes e furta cor.






Numa dessas lojas, uma espécie de instalação com uma fila de noivos descendo uma longa escada, todos acorrentados e tentando sair dali, numa atitude estranhamente bizarra e divertida.


Mas casamentos também podem ser algo livre, feliz e bonito.





Tivemos o prazer de ajudar o casal H + B de realizar um assim. A festa foi feita numa antiga estrebaria próxima a Granja Viana ( Espaço Galileu), num lindo jardim, entre árvores e muita paz.





A maneira com que eles criaram um ritual muito próprio e emocionante, a simplicidade que buscaram na ambientação (executada pelo Estudio Manus), tudo resume a possibilidade de duas pessoas decidirem se amar e acreditar no futuro.




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Lombok, a ilha depois de Bali.




Sim, Bali é linda, exala religiosidade e beleza, lugar único e inesquecível (desde que você não fique naquela área turística dos grandes hotéis , lugar óbvio, chato, impessoal e caro da ilha, mas que felizmente representa apenas uma pequena porção dessa ilha). Bali é a exceção religiosa (hinduismo) do país com a maior população muçulmana do mundo, a Indonésia. Bali, mundo a parte, casas-templos, oferendas e flores, meninas com grãos de arroz na testa como a linda balinesa da imagem acima, morcegos e sedas negras.


Mas bem ao lado da costa leste de Bali fica a ilha de Lombok. Conhecer essa ilha é saber que a imagem preconceituosa que grande parte do mundo ocidental tem da cultura muçulmana é tola, ali (e em alguns outros países livres de qualquer religião) existe uma alegria de viver, uma liberdade e sorrisos que países ricos e "desenvolvidos" se esqueceram um pouco.





Bem, nem tudo é perfeito. Nossa opção de chegar a Lombok via marítima foi difícil, complicada e assustadora. O navio até que divertido, no porão caminhões, salas religiosas separadas para homens e mulheres, comidas bizarras, celulares e véus. Seis horas de viagem não tão divertidas, principalmente quando a noite e tempestade chegam juntas. E nada divertido quando se chega a um porto sinistro, escuro, onde policiais riem de sua cara se você pedir uma informação e uma máfia de taxistas te pedem pelo transporte entre o porto e um vilarejo próximo 40 minutos o valor que você gastaria em uma semana alugando um jipinho conversível, e ainda por cima você faz um passeio estilo trem fantasma e no fim você descobre que ele parou num horrível hotel do comparsa ao invés do lugar que você esperava chegar.





Mas depois de do terror, você percebe que fez a escolha certa. Pequeno paraíso, em Lombok você pode também ficar em alguns hotéis maravilhosos, chiques, preciosos e caros, como o Qunci, fotos abaixo (sem precisar se hospedar e gastar uma fortuna, vale passar uma tarde na piscina, fingindo-se de milionário bebericando dry martinis ao cair da tarde).












Mas a escolha era de uma exceção, uma pousada de uma inglesa precursora dos hippies, linda e cool senhora, jovem e adorável com seus mais de 70 anos. Sua pousada, Santai Beach Inn, vizinha do hotel chique acima, está numa praia linda há mais de 20 anos, quando luz e telefone não existiam.











Ali, a biblioteca é ao ar livre, você mesmo marca numa lousinha aquilo que pegou na cozinha, tudo calmo, silencioso e simples.




Pequenas cabanas com construção tradicional, redes, quase dentro do mar. E na praia, mar limpo, transparente e gentil, inacreditáveis corais azuis espalhados pela areia.






O banho de cada cabana é conforme a tradição da ilha, um grande pote de cerâmica sobre uma coluna, com uma tampinha que ao ser retirada faz jorrar uma água fresca e pura, e o banheiro é ao ar livre, banho de lua e estrelas.





E, melhor, uma cabana dessas custa o equivalente a U$ 15/dia para um casal, com terraço, cama enorme com dossel, forro de cestaria, piso de tábuas, tudo lindo. Se você não fizer questão de água quente nesse lugar tropical, U$ 12. E ela, a linda antiga senhora inglesa hippie, te dá todas as dicas tipo barcos para mergulho, aluguel de motinhas e jipinhos...





E a ilha tem um interior lindo, arrozais, florestas, montanhas e o imenso vulcão Rinjani, com um lago azul na cratera. Deu preguiça (dois dias de caminhada, escaladas, barracas úmidas), não conhecemos o grande vulcão Rinjani (foto abaixo), mas as pequenas vizinhas ilhas Gili precisavam ser conhecidas, elas merecerão uma futura postagem (fotos dessa ilhas nesse link).






Bem, depois do trauma da chegada por mar, melhor um rápido vôo de 20 minutos voltando para Bali, quase o mesmo preço do navio.






De Lombok, trouxemos um fragmento de antiga ferramenta de colher arroz, que transformamos num objeto 'Buda na Gangorra'.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Móveis Gigantes x Pequenos Móveis




Nem todo mundo pode morar em casas e apartamentos enormes, onde cabem essas mesas quilométricas, estantes que parecem conjuntos habitacionais e sofás gigantes que se vê nas revistas e sites sobre design. Alguns desses móveis são lindos, mas se você não tem muito espaço/dinheiro e uma equipe de halterofilistas para carregá-los...


Nas lojas legais de móveis, poucas são as opções de mobiliário que combinam um bom desenho com proporções adequadas para uma casa ou apartamento de tamanho, digamos..., mais democrático. Morar em Tokio, Paris, Berlim, Nova Iorque ou Londres cada vez mais significa organizar-se em espaços menores, e em São Paulo não será diferente.






Pensando nisso, o Estudio Manus lança sua primeira linha de móveis, com peças minimalistas, atemporais, divertidas e úteis. Imaginamos elas como animais nômades, que permitem que mudemos a cara de nossa casa com facilidade. São móveis....móveis!






São peças como esse móvel 'Ema' abaixo, que pode andar pela casa, simplesmente se apoia com leveza as paredes, e pode servir como um pequeno bar para apenas suas boas bebidas e copos prediletos, ou estante para aqueles livros que a gente gosta de ter por perto, ou um lugar para objetos prediletos, ou sagrados.... ou tudo isso junto. O mancebo 'Gavetinhas' (com o Buda sobre ele) tem o mesmo conceito, com duas pequenas gavetas, um apoio-mesinha e ganchos em porcelana para dependurar agasalhos, bolsas...












Achamos que cada vez é melhor ter menos e melhores coisas. Grandes armários entulhados de coisas que não se encontram, estantes com livros da faculdade de décadas atrás, gavetas cheias de (argh...) contas do passado misturadas com vidros vazios... Preferimos imaginar pequenas 'Caixas de Parede' que servem para guardar o mais precioso e essencial, ou o que realmente precisamos e usamos no presente, como essas abaixo.













Ou essa penteadeira 'Caixa Rosa', que fechada é uma mesa com boas proporções e volumes delicados sobrepostos, mas que se bascula revelando um espelho e uma caixa de utilidade e preciosidades, e o tampo é todo tomado por gavetas rasas e discretas.












E também esse baú 'Revistas+Vinho', servindo como mesa lateral ou central mas que se desdobra com espaços úteis para revistas, livros, garrafas de vinho (cheias), etc...













A coleção completa dos novos móveis do Estudio Manus pode ser vista nesse link do Flickr.

domingo, 9 de agosto de 2009

Estudio Manus com peças no Espaço Sonia Pinto




No novo espaço de Sonia Pinto em São Paulo (o lugar é lindo, numa rua tranquila (mapa) de Higienópolis, no sexto andar de um prédio uma bela surpresa...), apresentaremos nosso trabalho mais conceitual, na exposição 'preciosidades'.

Os participantes são Sonia Pinto, com roupas (bem, o que ela faz vai muito além, é um trabalho de absoluta elegância, minimalista e impecável... mas vamos chamar assim), Bettina Terepins, Kika Alvarenga, Liora Czeresnia, Miriam Mamber (joalheiras), Giovanna Kupfer (acessórios), Stela Barbieri e Estudio Manus (arte)

Começa nesse sábado 8 de agosto, e pode ser visitada até 15 de agosto de 2009.

Entre outras peças, apresentamos uma série de 5 "Paus Carvão", cada um agregando objetos garimpados, preciosos, que fazem parte de nossa pesquisa na busca de um caminho entre a arte e o design.

Usamos nessas peças, longos totens em madeira maciça carbonizada medindo 1,95 m de altura, objetos como espelhos de bronze (antiguidades de 130 anos japonesas, utilizados por geishas), volutas em madeira entalhadas a mão, chifres antigos fundidos em latão, pérolas, bordados do laos, delicadas taças antigas em cristal lapidado, um pequeno Buda nenê em cerâmica Showa japonesa de 1917 ...

Abaixo, algumas imagens dessa instalação.













Imagens de outras peças do Estudio Manus presentes na exposição 'preciosidades' podem ser visualizadas nesse link do Flickr. São luminárias feitas com chapéus infantis étnicos do Laos, além de assemblages com mapas e porcelanas, marionetes aquáticas de Hanói, tesouras de Burma, redomas, pedras....

terça-feira, 7 de julho de 2009

Budas e Estupas de ouro em Burma.



Na antiga Birmânia, Burma ou Myanmar , há séculos o ouro é relacionado ao Budismo. Talvez representando pureza e iluminação, ele é usado no revestimento das estupas ( cúpulas dos templos que abrigam Budas ou relíquias em seu interior) e Budas.


Desprendida e delicadamente, birmaneses revestem com minúsculas folhinhas de ouro essas Estupas e Budas, em camadas que se acumulam ao longo dos séculos. Na região de Bagan (mapa), numa planície verde e de luminosidade irreal, centenas de templos construídos com tijolos perfeitos entre os anos 1100 e 1300 DC despontam com suas estupas douradas.







Dentro deles, quase que não cabendo, imensos Budas reluzem em ouro, refletindo a luz natural que entra por pequenas aberturas e portais.










E em Kyaikhtiyo (mapa), no topo de uma cadeia de montanhas de acesso dificílimo, uma pedra imensa pendendo sobre o abismo é revestida com folhinhas de ouro pelos peregrinos há muitos séculos.










Olhando por baixo, essa pedra está em balanço sobre o abismo, resistindo aos terremotos e vendavais. Diz a lenda que o que a mantém ali é um fio de cabelo de Buda, conservado dentro da pequena estupa no topo da rocha.






A doação e desprendimento do uso do ouro em Burma está presente até nesta oferenda de um côco encontrado num templo, revestido também com folhinhas douradas.






* Mais imagens dessa viagem a Burma no nosso Flickr .


Com saudades de Burma, o Estudio Manus criou com folhinhas de ouro uma parede no restaurante Boa, nos Jardins/ SP (mapa), da chefe Tatiana Szeles. Uma parede assim revestida com ouro pode ser reproduzida também numa casa, criando uma luz quente, aconchegante e contrastante para um ambiente especial, como um lavabo, hall de entrada ou sala de jantar.







Parece contraditório relacionar ouro com a Birmânia ou Burma (ou Myanmar, conforme denominado pela junta militar desde 1989). Apoiamos firmemente que o país se livre da junta militar que o governa há décadas, e que Aung San Suu Kyi, nobel da Paz em 1991 e presa há 12 anos seja libertada e cumpra sua missão pacificadora.

Esse povo não merece sofrer com essa repressão, injustiça, pobreza e tufões. Mas ao conhecê-los um pouquinho, ver a delicadeza com que aplicam ouro em seus Budas e Estupas, escutá-los cantando e assobiando pelas ruas, acho que a maneira que temos para homenageá-los é mostrar esse lado belo e radiante que cultuam. O sorriso dessas duas meninas birmanesas abaixo resumem um pouco a emoção e surpresa que tivemos ao conhecer um pouco desse povo.








Viajar pelo país de forma independente não é simples. As estradas estão destruídas, gasolina só no mercado paralelo, poucas informações. O governo procura monopolizar o turismo e disponibiliza opções caras e limitadas para se conhecer o país de forma "oficial". Mesmo o câmbio de moedas oficial é complicado e com taxas absurdas.

Aconselhamos que uma viagem independente seja auxiliada com um guia local, combinando com antecedência pela internet. Ele poderá ajudar com o transporte, reservas de vôos locais, câmbio justo de dólares em moeda local (cartões de crédito e Euros não são boa opção). No nosso caso, contamos com a preciosa ajuda de Hla Shwe, ou Tony (imagem abaixo), que mora na capital Yangoon (ou Rangoon), e que pode ser contatado nos fóruns de viagens sobre Myanmar nos sites "Tripadvisor" ou "Lonely Planet", ou diretamente pelo seu email tonyhlashwe@gmail.com .





Para chegar ao país, a melhor maneira é partindo de Bangkok, pela companhia malasiana AirAsia, que tem ótimas tarifas e o bilhete pode ser comprado online. Para vôos internos, uma delas é a Yangon Air, que tem o inacreditável e divertido logotipo de um elefante voador...







domingo, 28 de junho de 2009

A Mulher Gato do Carandirú.



Apesar dos 300 Kg de dinamite usados em sua implosão em 2002, do Presídio do Carandirú ainda restam alguns muros, fragmentos de construções arruinadas, torres lúgubres e uma sólida e triste memória.






Mas passando por ali, olhando para o lado oposto dessas ruinas (mapa), você pode encontrar mais uma pérola do kitsch urbano de São Paulo. Em frente ao enorme vazio do presídio semi demolido, está a grande loja de móveis "Sylvia Design". O interessante não está exatamente no mar de mesas, sofás e armários de certo desenho... bem... digamos... (deixa pra lá, afinal tem quem ame jaca assada), mas na enorme placa da fachada divulgando o lugar.







Com deliciosa imodéstia, Sylvia, dona do negócio (e de mais quatro assim), está estampada nessa placa como a Mulher Gato, numa pose provocante, pronta para o bote. Com sorriso duvidoso, algo entre o devorador e o sarcástico, veste uma negra roupa de látex justa, botas pontudas, luvas insinuando perigosas garras, Bat-Girl no melhor estilo Sexy Shop bem trash.





Numa dupla imagem espelhada, semi deitada medindo dezenas de metros de comprimento, ela não está nem aí para as leis de Cidade Limpa (sobre esse assunto o fotógrafo Tony de Marco tem registros interessantes da transição do excesso de outdoors para o nada).

Afinal ela é uma super heroína e pode tudo. De certa forma uma heroína dúbia. A Mulher Gato, aquela de antigamente, dos seriados de TV, era meio bandida, dava a impressão que queria devorar tudo (e principalmente todas) que encontrava pela frente. Até o Batman, que todo mundo sabe que naquele seriado preferia o Robin, ela tentava ...





Imitando Sylvia, se o Estudio Manus tivessemos esse tipo de divulgação em nossa modesta fachada, acho que os Super Heróis escolhidos seriam "Homem e Mulher Invisíveis", e mesmo assim só as cabeças dependuradas, o corpo inteiro não caberia ali...






Mas falando em Super Heróis, cabe lembrar do grande National Kid. Quem não teve a sorte de ser criança que assistia TV nos anos 60, não o conhece. Era um herói em preto e branco, num seriado japonês interminável. Num ambiente de subúrbio de Tokio, árido e plano com predinhos baixos e horríveis, o Bem era representado por crianças de várias alturas vestidas com uniformes de escola e pelo Sr. Honda (ou professor Massao?), único adulto do Bem. O Mal eram os Seres Abissais, uma turma que saia da boca de um gigantesco peixe das profundezas, o assustador Celacanto das antenas luminosas, e pelos Incas Venusianos, que vestiam uma espécie de fantasia de macaco com orelhas desproporcionais, que ao invés de voar podiam correr pelo ar. Sempre me pergunto se Incas + Venusianos é uma deturpação da tradução ou se alguém foi louco o suficiente para criar isso. Acho que haviam também outros representantes do Mal, mas eu esqueci.


Entre o Bem e o Mal, lá estava National Kid, na música de abertura era ''Nagionaurokidô", apenas com os poderes de voar e dar estrelas desajeitadas numas delicadas lutinhas com golpes sem violência, mas a memória daquela musiquinha de abertura e das aventuras absurdas nunca mais desgrudaram de mim.

Vários episódios do National Kid podem ser encontradas em DVD aqui.


sábado, 20 de junho de 2009

Pesca da Tainha em Florianópolis, Santa Catarina




A pesca da tainha em Florianópolis tradicionalmente começa com a chegado do frio, geralmente de 15 de maio até 15 de julho, quando enormes cardumes migram do sul, procurando águas mais quentes para desovar.


Maneira antiga, artesanal e coletiva de pescar, na época das praias desertas e frias de Florianópolis ( especialmente na Praia dos Ingleses), dezenas de pescadores ocupam dia e noite pequenos barracos de madeira aguardando a chegada dos cardumes. A noite a grande praia escura fica pontilhada por lampiões e fogueiras, numa cena silenciosa e solitária.






Revezando-se como olheiros nos costões, desde a madrugada esperam o mar de um verde gelado mudar para um tom avermelhado, sinal que o enorme cardume de tainhas chega próximo da costa.






Nesse momento, com apitos comandam a entrada de grandes canoas a remo no mar e o lançamento das redes feitas por eles mesmos, com 400 braças de comprimento (cerca de 600 metros). Ela só é puxada por todos após o barco voltar para a praia.

Há relatos quando, dessa maneira tão simples e artesanal, numa só tirada de rede são pescadas cerca de 120.000 tainhas, e no total da temporada 180 toneladas.







Perto dali, um desses barcos foi batizado Bucefalo, épico nome do cavalo de Alexandre, o Grande , da Macedônia, imortalizado em esculturas e mosaicos desde a antiguidade. Bucefalo significa cabeça de boi, e a tainha tem um formato de cabeça bem particular. Esse nome está lá escrito em letras infantis e puras, será coincidência? Ou como disse Cartier-Bresson, "Só existem coincidências".







Essa é uma boa época para comer tainhas, peixe delicioso. Em Santa Catarina, bons restaurantes preparam ela recheada com ovas. A melhor maneira é quando um peixe sem ovas, portanto bem gordo, é recheado e assado com as ovas de um "ovado" e magro.

Aqui em São Paulo também vale experimentar sashimi ou karasumi, ou ainda pasta com bottarga em algum bom restaurante italiano. Ou tentar fazer você mesmo(a), numa daquelas noites frias em que a melhor opção é ficar em casa, dando uma olhada na receita de Tagliolini alla Bottarga no blog Tabembom, do amigo Leo. Para conseguir a bottarga aqui em SP, contate a empresa familiar de origem grega Lefkas que produz, em Santa Catarina, a bottarga da melhor maneira artesanal e tradicional. Eles tem inclusive a rara e sofisticada bottarga protegida por cera de abelha (imagem abaixo).






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